PRODUÇÃO CLT

FABRICAÇÃO E TECNOLOCIA DO CLT

a) Material Básico – Madeira Serrada : Geralmente, as placas de CLT são formadas por peças prismáticas de madeira serrada com espessuras que variam de 12-45mm e larguras que variam de 40-300mm. Na Europa a norma estabelece lâminas de espessura 20, 30 e 40mm. Devido às tensões de cisalhamento entre as lâminas, a norma estabelece que a largura das tábuas seja maior ou igual à 4 vezes a espessura, adotando como padrão lâminas de 150mm de largura. As peças de madeira devem ter a umidade controlada que varia de 10-14% de umidade para a colagem.

b) Colagem de topo com “finger-joints” : Para o CLT o finger-joint pode variar de um comprimento de 15-20mm. Colagens com finger-joints de comprimento superior à 20mm devem ser estudados caso a caso pois podem reduzir a resistência quando a placa é submetida à momentos fletores. A posição dos finger-joints podem ser tanto transversais como longitudinais. A diferença é apenas estética. Para os finger-joints recomenda-se o uso de adesivos como o MUF (Melamina-Ureia-Formol), o PUR (Poliuretano Monocomponente) ou o EPI (Emulsificante-Polimero-Isocianato).

c) Aplicação do adesivo nas faces das lâminas : De forma geral os adesivos são aplicados com aplicadores de adesivos que regulam a quantidade de produto que será aplicado nas faces de colagem. Eles podem ser aplicados em cada lamela de madeira individualmente, normalmente correndo numa esteira rolante ou diretamente na mesa de prensagem sobre as lamelas já dispostas lado à lado.

d) Prensagem do CLT : A prensagem dos painéis de CLT podem ser feitas de 3 formas. A primeira forma é o uso da prensa hidráulica, a segunda é o uso da prensa à vácuo e a terceira (menos utilizada) é a ligação das lâminas através de parafusos, pregos e sargentos. Dependendo do equipamento, a pressão de colagem pode chegar até  0,10-1,0 N/mm2 (1,0-10,0 Kgf/cm2) ou até pressões maiores podem ser atingidas com prensas hidráulicas. Prensas à vácuo trabalham numa faixa de 0,05-0,10 N/mm2 (0,5-1,0 Kgf/cm2). A equação para definir a pressão ideal para o CLT pode ser definida como uma função do adesivo utilizado, espécie de madeira, geometria das lâminas, sistema de aplicação do adesivo e quantidade de adesivo aplicado.

A pressão mínima de colagem para os adesivos tipo PUR, por exemplo, é estabelecida entre 0,01-0,10 N/mm2 (0,1-1,0 Kgf/cm2) – perfeito para prensas à vácuo. Já para adesivos à base de Malamina (MUF), a pressão mínima deveria ficar entre (!) 1,40-2,00 N/mm2 (14,0-20,0 Kgf/cm2), demasiada alta.

Além da pressão mínima, é claro que existe também a pressão máxima. Através de ensaios em laboratórios foi descoberto que pressões muito altas no CLT podem danificar o adesivo e esmagar as estruturas celulares da madeira. Por isso no caso de CLTs de madeiras do tipo coníferas a pressão máxima é restringida à 1,0 N/mm2 (10,0 Kgf/cm2). Seguindo a norma de Madeira Laminada Colada Européia (EN386), para lâminas de até 35mm de espessura recomenda-se a pressão máxima de colagem de 0,60 N/mm2 (6,0 Kgf/cm2). Acima de 35mm recomenda-se a pressão máxima de 0,80 N/mm2 (8,0 Kgf/cm2).

Portanto, constatou-se que ao usar o adesivo tipo PUR na fabricação de placas CLT a aplicação de pressões relativamente baixas, é totalmente satisfatória. Estudos demonstraram que pressões de colagem acima de 0,1 N/mm2 (1,0 Kgf/cm2) não melhoram significativamente a colagem, havendo pouca ou nenhuma diferença no desempenho estrutural das placas.

e) Acabamento das placas : Depois da prensagem as placas de CLT são requadradas nas bordas. Pode-se futuramente aplicar placas de OSB, gesso ou cimentíceas sobre as placas de CLT.

f) Cortes em CNC : Assim que as placas são requadradas, faz-se os cortes, encaixes, furos e usinagens das placas CLT numa router CNC ou manualmente.